13/11/18

Para ler e reflectir: 


Reflexões sobre migrações globais modernas
por Harrie Salman, Holanda

Milhões de pessoas estão em movimento - como refugiados de guerra, vítimas de perseguições religiosas ou de alterações climáticas, mas também de condições políticas e económicas catastróficas. As leis de asilo existentes, particularmente nos países ocidentais, foram feitas para indivíduos que são perseguidos devido às suas crenças ou à sua raça. Hoje os refugiados procuram asilo por outras razões. Eles precisam de um lugar onde a sua existência não seja ameaçada pela guerra e pela pobreza. A maioria deles vê os países ocidentais como um refúgio seguro. Os problemas causados pelas migrações globais só podem ser resolvidos quando levamos a questão subjacente a sério: podemos tornar o mundo num refúgio seguro para todos?
 
Causas da migração global
A chegada de refugiados a países da Europa e da América do Norte pode muitas vezes ser reconhecida como uma consequência de ações passadas e presentes de alguns desses mesmo países. Nesse sentido, é "nosso" karma - o resultado dos "nossos" próprios atos. As potências coloniais da Europa, historicamente, criaram estados instáveis ao traçarem fronteiras noutros continentes, não ao longo de linhas étnicas, mas de acordo com esferas de influência. Por exemplo, as tribos africanas que nunca antes viveram juntas agora fazem parte de estados nos quais as tribos mais poderosas dominam as outras tribos. Os seus governos são notoriamente corruptos e as potências ocidentais permitiram que os seus líderes transferissem o dinheiro roubado para bancos ocidentais, por intermédio de todo o tipo de expedientes comerciais e políticos.
Na ordem mundial moderna, as empresas ocidentais e chinesas tomaram posse dos melhores solos agrícolas de África, onde as plantações são cultivadas para exportação, em vez de fornecerem alimento suficiente para a população local. O controle sobre os recursos minerais é sempre a causa de guerras civis em que grupos de interesses estrangeiros apoiam os líderes africanos seus favoritos. No caso do petróleo, vimos intervenções norte-americanas diretas no Médio Oriente para proteger os interesses anglo-americanos. Eles alegaram ser guerras ao terror, mas na verdade provocaram o terrorismo e uma chegada massiva de refugiados à Europa. Além disso, as alterações climáticas são, em parte, o resultado do modelo económico ocidental de desenvolvimento. A seca e a desertificação forçaram os agricultores a abandonarem as terras e a mudarem-se para as cidades, como aconteceu na Síria, antes da guerra civil começar. Muitos jovens africanos não viam qualquer futuro nos seus países quentes e secos e tentaram fugir para a Europa.

Escala dos problemas
Nem todos os países do mundo ocidental são diretamente responsáveis por grande parte da desordem no mundo, mas parecem suportar uma culpa coletiva. Juntos, eles criaram e apoiaram os estados fracassados do mundo moderno. Do mundo ocidental também veio a introdução da medicina moderna, que resultou num crescimento populacional sem precedentes em muitas partes do mundo. Espera-se que o número de pessoas na África subsaariana cresça de 1,1 bilião de pessoas em 2013 para 2,4 biliões em 2050, e espera-se que o Médio Oriente abrigue 1 bilião de pessoas até 2050. Os governos desses países não são capazes de criar as condições sociais e económicas para que suas populações crescentes sobrevivam. Nessas partes do mundo, a única garantia que muitos pais podem ter para a sua velhice é ter um grande número de filhos.
Os problemas do mundo moderno não podem ser resolvidos pela rápida migração para a Europa de incontáveis milhares, milhões de pessoas que não conseguem ver qualquer futuro nos seus próprios países. Isso levaria ao colapso cultural, político e económico da Europa Ocidental. É óbvio que os refugiados e os migrantes económicos não querem ir para a Europa de Leste, cujos países não são suficientemente amigáveis para cuidar deles e cujos cidadãos são hostis aos imigrantes. Mas também na Europa Ocidental os sentimentos negativos em relação aos imigrantes estão a aumentar.

Motivos espirituais por trás das migrações para a Europa
A migração também pode ser o resultado de aspectos espirituais mais profundos, traduzindo um impulso inconsciente para chegar à Europa, o berço da consciência individual. Talvez as pessoas sejam atraídas para a Europa porque querem deixar o mundo de clãs e tribos, sem liberdade, que ainda predomina fora da Europa. Podemos imaginar que os indivíduos queiram viver na Europa para experimentar a sua atmosfera libertadora. Em vez de ver apenas massas de migrantes a entrar na Europa, poderíamos, ao contrário, sustentar a possibilidade de que os destinos individuais de tais pessoas os levassem a procurar um lugar para se tornarem indivíduos livres?
Alguns anos atrás, havia uma história nas notícias de uma mulher inglesa que havia abortado uma criança. Mais tarde, porque ela não conseguia engravidar e estava num novo relacionamento, ela adoptou uma
criança do Vietname, que contou à sua nova mãe, assim que aprendeu a falar inglês: “Mãe, eu já estava contigo, mas tive que sair”. Talvez a história revele que há indivíduos que querem nascer na Europa, mas para os quais não existem corpos disponíveis devido ao aborto e ao declínio do número de gravidezes nas famílias modernas. Muitas pessoas pensam que o lugar onde nascemos e as pessoas que encontramos na vida não são acidentais, mas pertencem a um plano mais amplo, no qual a nossa alma procura realizar a sua tarefa de vida. Se a Europa deveria ser o lugar do seu destino, há um problema para muitas almas impedidas de nascerem nesse contexto, que têm que encontrar outro meio de chegar à Europa, talvez como refugiados ou migrantes. Isso certamente cria encargos adicionais para eles, porque foram educados em culturas que negam o direito de ser um indivíduo livre. Outros indivíduos estão sendo adotados para se tornarem europeus.

O espírito de Cristo
Na Europa, as pessoas de outras religiões podem experimentar como algo do espírito de amor que Cristo trouxe ao mundo se tornou institucionalizado. A maioria dos estados europeus tem um grau de cuidado com a sua população e com os imigrantes. Os refugiados muçulmanos sabem muito bem que não devem procurar outro país muçulmano, mas sim um país com raízes profundas no cristianismo. Eles ficam muitas vezes surpreendidos com o apoio que recebem na Europa e com o facto de os europeus serem tão prestáveis para com os estranhos já que, na sua região, provavelmente receberiam apenas ajuda de agências da ONU. Na Europa eles podem (ainda) encontrar o espírito do cristianismo, apesar de ser, às vezes, um eco precário nestes tempos mais seculares do mundo ocidental.
Essa experiência pode ter dois lados. Por um lado, os imigrantes têm a oportunidade de se abrir para o espírito de individualização da cultura ocidental. E os ocidentais, por outro lado, que vivem num mundo privado de crescente individualismo e isolamento social, podem aprender com o espírito de comunidade que frequentemente está presente nos grupos de imigrantes. A presença de pessoas de uma cultura não-ocidental pode, de facto, ser uma força contrabalanceadora de uma cultura ocidental de tecnologia e comunicação virtual e impessoal. Devemos reconhecer que toda a cultura tem as suas próprias virtudes e devemos estar abertos para conhecer pessoas de outras culturas. No entanto, quando o número de imigrantes se torna muito grande, e cresce muito rapidamente, a formação e localização de guetos impede a sua integração mais gradual na sociedade ocidental, esse processo de aprendizagem intercultural não ocorre. Nas principais cidades da Europa Ocidental, já vemos sinais de crescente desintegração social, até com tumultos vários, carros incendiados em alguns países.

Uma nova visão da globalização
De acordo com Rudolf Steiner, desde 1879 que vivemos numa época que é guiada por um ser espiritual com inspirações cosmopolitas. Steiner nomeia esse ser como o arcanjo Miguel. Nesta era, cada vez mais nos apercebemos que não podemos continuar a viver dentro e por trás de estruturas fechadas e fronteiras do Estado-nação. Através da globalização, o mundo está a tornar-se uma economia única e as nossas sociedades estão a tornar-se multiculturais. A atual forma de globalização é, no entanto, uma luta pela sobrevivência dos mais capazes e as vítimas dessa luta tornam-se refugiados e migrantes económicos. É uma forma que destrói a coesão social em todos os lugares. Na Europa, as migrações em massa concomitantes causam descontentamento generalizado e muitos europeus sentem-se ameaçados na sua identidade nacional. Isso leva a apoiar políticos populistas e nacionalistas que defendem um retorno à maneira como as coisas eram antes que as ondas de imigrantes começassem a chegar.
Para superar essas tendências negativas, precisamos de uma forma diferente de globalização, na qual começamos a servir os interesses da humanidade e do planeta como um todo e não as necessidades aquisitivas de algumas pessoas poderosas e privilegiadas. Isso requer uma consciência diferente - informada por um novo sentimento de pertencer à família da humanidade e uma responsabilidade comum por todos os filhos da Mãe Terra. Todos eles precisam de condições decentes para a sua existência.
A migração global descontrolada de refugiados e trabalhadores é apenas um dos problemas do mundo moderno. Não devemos esperar que os políticos e os grupos de interesses por trás deles resolvam esses problemas. Outra abordagem é necessária. Os indivíduos parecem ser impotentes, mas o primeiro passo que pode ser dado é entender as causas dos problemas e ver como o nosso modo de vida faz parte do problema. Outro passo é olhar para os destinos de indivíduos, refugiados ou trabalhadores migrantes, e imaginar um mundo em que eles também teriam uma vida decente nos seus próprios países. Num terceiro passo, podemo-nos perguntar como podemos contribuir para esse novo mundo, tanto do ponto de vista moral quanto prático. Mudanças rápidas não podem ser esperadas, mas também sabemos que o tempo urge.

 (Revista New View, Autumn 2018)

19/12/17

Desejamos a todos os nossos Pacientes e Amigos um Natal muito Feliz e um Próspero 2018!

16/11/17

NOVO HORÁRIO




Horário de Inverno



O tempo está mais frio, os dias são menores, a chuva vem aí...
Aqui no Consultório Rafael vamos adaptar o horário da recepção aos meses mais frios e sombrios do ano.
Assim, a partir do dia 1 de Dezembro, a recepção funciona no seguinte horário:

2ª a 5ª feira, das 10 às 13h e das 14h 30 às 16h 30

 6ª feira, das 10h às 13h 

 

Os horários das consultas mantêm-se:


2ª, 3ª, 5ª e 6ª feira das 10h às 12h

2ª a 5ª feira das 15h às 18h

Para marcação de consultas, deve ligar no horário da recepção.
Para informações, pode também utilizar o email do consultório:  consultorio.rafael@sapo.pt

Consultório Rafael:
Av. Almirante Reis, n.º 82 - 1º esq.
1150-021 Lisboa
Tlf: 21 797 1719

21/11/16

"O Tempo dos Pequenos Prisioneiros" - In Expresso

Bem-vindos à nova era, a das crianças que não têm tempo para brincar. E a dos adultos obcecados por ocupar-lhes os dias. Que mundo é este onde a brincadeira se tornou indesejável? 

 Luciana Leiderfarb


"Não fosse um sinal dos tempos e consideraríamos ridículo escrever um texto sobre a importância de as crianças brincarem. Afinal, não é isso o que elas fazem? A resposta é assustadoramente simples: não. E não é o que fazem, sendo isso o que elas são. Nada mais definidor da infância do que o brincar e, no entanto, nada menos preponderante na infância destes dias, escolarizada até ao tutano, compartimentada em atividades sempre organizadas pelo adulto, em casa sujeita ao regime de trabalhos de casa-TV-telemóvel-tablet antes de deitar e, de manhã, começar tudo de novo. Este ano, um filme patrocinado pela marca Skip entrava numa prisão de alta segurança dos Estados Unidos e mostrava um grupo de reclusos perturbados com a mera possibilidade de se retirar uma hora às duas horas diárias de tempo ao ar livre a que estão habituados. “Seria uma tortura”, dizia um deles. Mas 70% das crianças têm menos de uma hora por dia de brincadeira, concluiu um estudo da mesma marca. Menos, portanto, do que o tempo mínimo que o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos recomenda para garantir o bem-estar dos prisioneiros.
“Temos uma criança mais centrada nos dedos do que na locomoção, que é corporalmente passiva e sofre de iliteracia motora”, diz Carlos Neto, investigador da Faculdade de Motricidade Humana. A estudar este assunto há duas décadas, não constitui para ele novidade que as crianças de hoje sejam mais frágeis, mais imaturas e menos capazes de se controlar e autorregular. “As crianças são dotadas para brincar, é o seu estado natural. Precisam de ser perseguidas, de perseguir, lutar, correr, esconder-se, inventar. E a sociedade faz um esforço para as ter quietas e em silêncio”, comenta o especialista. Num quadro de quase permanente institucionalização, em que os mais novos passam na escola quase tantas horas diárias quanto um adulto no trabalho — de 27,5 a 30 horas semanais nos 1º e 2º ano do 1º ciclo e até 32,5 horas no 3º e 4º ano —, a configuração do seu tempo livre nesse espaço revela-se determinante. E a escola “ainda trata o recreio como algo avulso ao processo de ensino”, sem perceber que “o tempo para brincar deve ser bem estruturado e encarado como um contributo para se aprender dentro da sala de aula”.
No jardim de infância a situação é semelhante. Em Portugal, de fevereiro a maio — a estação invernal — as crianças passam apenas uma média de 10,8% do seu tempo em espaço exteriores, mais apetecíveis para a brincadeira livre. Este é um dos dados que constam do estudo “Interação Criança-Espaço Exterior em Jardim de Infância”, da autoria de Aida Figueiredo. A professora da Universidade de Aveiro concluiu ainda que, nas creches observadas, os bebés com menos de um ano só saíram ao exterior duas vezes em quatro meses. O estudo serve também para comparar realidades educativas opostas: se na Noruega, por exemplo, são exigidos entre 24,2 e 33 m2 por criança, em Portugal apenas são previstos 4 m2 por criança.
Quando é que o brincar livremente se tornou a atividade mais rara, menos praticada, na vida das crianças? E quando é que este quadro negro passou a ser encarado como normal? “O que não é normal é não se olhar para as crianças como cidadãos com direitos, isto é, com direito ao tempo livre e a fazer o que é próprio na infância: brincar, correr e dialogar com outros”, frisa Maria José Araújo. Para esta especialista em educação e professora no Instituto Politécnico do Porto, chegamos a um ponto em que o ato de brincar é excedentário e conotado como “fútil” pelos adultos, cuja ideia de competência “passa por estruturar a vida das crianças, não respeitando as suas necessidades nem proporcionando as condições para elas poderem brincar”.
E brincar está longe de ser fútil. “É uma atividade completa, em que as crianças aprendem a decidir, a negociar, a colaborar, a pensar e a criar; descobrem o que querem e como querem fazer; elaboram e exprimem as suas fragilidades e traumas; e começam a ler a realidade social, a interpretá-la e a agir sobre ela”, diz a investigadora. Pelo contrário, o não brincar ocasiona danos profundos no ser humano: “Gera crianças mais obesas, mais sentadas, com menos competências sociais e relacionais, mais isoladas e individualistas, e que em adultos estabelecem relações mais difíceis.” Promove, igualmente, uma pandemia de crianças cansadas e stressadas que acabam sendo alvo de medicação. “Estes miúdos vão para a sala de aula brincar, extravasar, porque não lhes foi dada outra hipótese. Então, medicamo-los para que sejam mais concentrados. Ora, uma criança que não brinca não aprende a concentrar-se”, reflete.
A neuropediatra, Manuela Santos, ressalva, por sua vez, a diferença entre brincadeira e entretenimento: “Hoje em dia vivemos o drama do tablet. As crianças habituam-se a olhar para um ecrã durante horas. É como ir ao ginásio e só mexer uma perna.” Do ponto de vista do desenvolvimento, esse tipo de interação com o mundo ‘enche’ a criança de respostas automáticas, inibindo-lhe a criatividade e abrindo caminho para uma maior incidência de problemas mentais no futuro. Carlos Neto aponta também a fraca capacidade empreendedora e a escassa autoestima de quem em pequeno não exercitou o brincar. E alerta: “A energia das crianças é natural e deve ser
tolerada pelos adultos. O ser humano não nasceu para estar quieto. Estamos a criar monstros.

70

É a percentagem de crianças portuguesas que passam menos tempo ao ar livre do que os 60 minutos que 
o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos 
recomenda para os reclusos.

10,8

É a percentagem de tempo médio 
que as crianças de creches e jardins 
de infância passam no exterior durante os quatro meses do inverno.

2

É o número de saídas ao exterior 
dos bebés com menos de um ano 
nas creches, durante os quatro 
meses do inverno.

32,5

É o número de horas semanais 
de aulas previsto na Matriz Curricular do 1º ciclo para os alunos do 3º 
e 4º ano, incluindo as atividades 
de enriquecimento curricular.

8

é o número de horas de brincadeira por semana que as crianças de todo o mundo perderam nos últimos 20 anos."

Fontes: Estudo SKIP — “Os Valores Das Crianças”, 2016; “Interação Criança-Espaço Exterior Em Jardim De Infância”, de Aida Figueiredo, 2015; Matriz Curricular Do 1º Ciclo, Direção-Geral Da Educação, 2016

19/11/2016 "Expresso"

15/09/16

CURSO de PÃO com ingredientes provenientes de AGRICULTURA BIOLÓGICA



- Os cereais panificáveis

- As diferenças entre os tipos de farinha de cada cereal

- Fermentos e Leveduras

- As Características de um pão com qualidade: como identificar e como obter sabor, textura e conservação

- As etapas de fabrico do pão:

a) em máquina de fazer pão

b) amassado à mão

- Preparação de receitas com Levain de espelta em máquina de pão e amassado em alguidar e outra com fermento natural amassado em alguidar: Pão de trigo espelta escuro; Pão de mistura de espelta e centeio escuros com sementes; Pão de Alfarroba e amêndoa

Formador: Ana Paula Moreira

Data: 15 de Outubro 2016
Local: Auditório Miosótis
Timing: Sessões de 4 horas
Horário: 15.00 às 19.00 h
Nº participantes; 8 a 10
Valor inscrição; 39 €

 

WORKSHOP de PÃO com FERMENTAÇÕES NATURAIS


Neste curso propomos uma viagem aos fermentos naturais, em Portugal vulgarmente chamados de “crescente” ou “isco” consoante as regiões do país.
O desafio será fazer massas e formatos de pães tradicionais portugueses.




 

Formador: Ana Paula Moreira

Datas: 5 de Outubro ou 1 de Novembro

Tempo: das 11h00 ás 18h00

Local: Auditório da MIOSÓTIS

Nº participantes: 6 a 8

Valor da inscrição: 55€

Pães: Trigo espelta escuro; centeio e milho.

Inscrições: na Miosótis

15/04/16

Dieta para Infecções Urinárias


Dieta alcalina/ácida


A finalidade desta dieta é tornar o meio de cultura para a proliferação dos germes (a urina) tão desagradável aos mesmos, a ponto deles, por si se retraírem do organismo.

Fazer 3/4 dias de dieta ácida, depois de 3/4 dias de dieta alcalina, alternando sempre.

Alimentos ácidos:   (nesses dias pode comer)

Carne bovina, carne de porco e vitela, fígado, pescada, peixes, queijo, requeijão, arroz, semolina, farinha de aveia, amendoim, pão e bolo.

Pouco ácidos:

Frios e presunto, ovos, couve de bruxelas, pontas de espargos, ervilhas secas, feijão, lentilha, grão de bico, manteiga, chocolate, queijo parmesão.
Ainda permitido: açúcar e cevada.

Nesses dias tomar: vitamina C – 1 comprimido 3x dia

Alimentos alcalinos:

Leite, chá, pepino, tomate, aipo, cenoura, beterraba, nabo, espinafre, alface, damasco, laranja, figo, uva, sumos de fruta e de verduras.

Pouco alcalinos:

Batata, rábano, raíz forte, rabanetes, repolho, couve-flor, ervilha, cogumelo, maçã, pera, bananas.

Nesses dias tomar: bicarbonato de sódio – ½ colher de café 3 a 4x dia

Evitar:         
Chicória, abóbora, cebolinha, cacau em pó, castanhas;


Beber muitos liquidos, pelo menos 2 – 3 litros por dia!!
                                                (chás e água do Luso)

Chás diuréticos:

Decocção de tuia – vulgar, 20g de folhas para 1 litro de água, ferver 2 minutos, infundir 10 minutos; beber ½ litro por dia.

Infusão de pés de cereja,   8g para 1 litro de água fervente, infundir 10 minutos; beber ½ litro por dia

 Infusão de uva – ursina, 20g de folhas secas para 1 litro de água fervente, deixar amornar e filtrar; beber 2 chávenas pequenas por dia.

Infusão de milho, 30g de estigmas secos para 1 litro de água fervente;
Beber 5 chávenas por dia entre as refeições.

Composição:                             
Alquequenje              30g     
Ajuga                          20g     Parietária                   20g     
(alfavaca de cobra)
Cavalinha                    20g
Barba de milho          10g



Modo de Utilização:
Fazer uma infusão(dosagem:uma colher por chávena) Tomar 8 chávenas por dia;


CONSELHOS PRÁTICOS PARA INFLAMAÇÃO DA BEXIGA

Devem usar-se roupas quentes protegendo especialmente o abdómen e a região do baixo ventre; de preferência nenhum tecido sintético, mas sim tecidos de algodão ou lã.

- Banhos de assento quentes, a que se adicionou uma infusão de chá de mil-folhas. Em caso de dores fortes, urinar durante um banho de assento bem quente.

- Compressas com óleo de eucalipto 10% (calmante de dores)
Pingar algumas gotas de óleo de eucalipto num pano fino de fibras naturais ( ou melhor ainda um pano de seda) e colocar sobre a região da bexiga.

Tapar com um pano ligeiramente maior de linho ou algodão, e bem liso prender posteriormente com um pano ou xaile de lã, que deve ficar bem tenso.

Duração; de ½ a 1 hora ou durante a noite.
A compressa pode ser usado durante uma semana, antes de a colocar de novo pingue algumas gotas de óleo.

Outra variante é:
A região da bexiga – baixo-ventre – é friccionada com óleo de eucalipto e a seguir tapada com um pano de lã.

04/04/16

Dieta Para o Fígado


I. Introdução

Esta dieta visa revitalizar o fígado perturbado por problemas hepáticos crónicos e agudos ou simples disfunções, readquirindo um melhor desempenho de suas funções.        
Para isso fizemos uma lista de alimentos que devem ser evitados o mais possível e outra dos que podem ser usados sem receio.
O uso de qualquer alimento deve ser sempre equilibrado, ficando, no entanto, as quantidades ingeridas a critério do médico ou nutricionista, pois dependem de dados individuais. Apenas a gordura é limitada a 40g/dia, e as proteínas e os carbohidratos devem ser ingeridos em quantidades maiores do que na alimentação de uma pessoa em condições físicas normais.
Os líquidos ingeridos devem ser mornos.



II. Evitar o mais possível:

1. Açúcar branco
2. Aperitivos industrializados como por exemplo batata frita, caju torrado, amendoim, amêndoa salgada, etc.
3. Bebidas alcoólicas e achocolatadas, ovomaltine, café, refrescos artificiais, refrigerantes e chá preto.
4. Carnes de porco, de vaca, de carneiro, carne crua, toucinho.
Entre os peixes evitar os fumados, a sardinha, os peixes em conserva, anchova. Evitar também todos os frutos do mar: camarões, lagosta, ostra, mexilhões, etc.
5. Chocolates em barra ou em pó, normalmente usado nos doces caseiros ou de pastelaria.
6. Condimentos: cebolas, mostarda, molho de tomate de todos os tipos, caril, vinagre, pimenta, molho inglês e de soja, caldos de carne ou de galinha industrializados, etc.
7. Derivados do leite: queijo roquefort, gorgonzola, parmesão, mozzarella suíço, camembert, ilha, serra e flamengo.
8. Enlatados
9. Fritos de qualquer tipo
10. Frutas ácidas: ananás, abacaxi, laranja amarga, etc.
11. Gorduras vegetais (coco, amendoim, etc.), margarina
Gordura animal: banha
12. Hortaliças
Folhas: couve portuguesa, repolhos (mesmo o chucrute) e espinafre.
Flores: brócolos e espargos.
Raízes: nabo, couve - rábano, rabanete.
13. Leguminosas: ervilha, todos os tipos de feijão, grão-de-bico, lentilha, soja, etc.
14. Pães de mel, bolos, tortas e pastelaria fresca de fermento.
15. Evitar também os cogumelos.


III. O que pode e deve ser incluído no cardápio:

1. Frutas: laranja, lima, banana, maçã, pêra, dióspiro (sem casca), ameixa, uvas.
2. *Chás: erva-doce, menta, hortelã, cidreira, etc.
3. Derivados do leite: quark, coalhada, iogurte, rabaçal fresco, requeijão
4. Legumes e verduras (principalmente as amargas): acelgas, cenoura, funcho, chicória, aipo, beterraba, alface, abóbora, chuchu, alcachofra, pepino, courgette, almeirão.
Obs. Os legumes devem ser cozidos sem gordura e servidos com um pouco de azeite ou manteiga.
5. Cereais (em grão não refinado ou em forma de farinha não refinada: papas ou massas). Fécula : batata (sem excesso), batata-doce.
6. Gorduras (até 40g/dia): manteiga fresca ou óleos vegetais (de preferência milho, girassol ou azeite com acidez baixa).
7. Ovos (1 a 2 vezes por semana): em suflês, escalfado.
8. Carnes: brancas cozidas ou grelhadas (frango ou peru)
9. Peixes: pescada, dourada, cação, solha, linguado, safio, pargo, goraz, cantaril, etc.

IMPORTANTE!    



A qualidade da água é importante. Deve-se dar preferência á água mineral de boa procedência. E eventualmente usar um filtro para a água canalizada.


Chás hepáticos, que estimulam a função hepática e a produção de bílis, desintoxicando as células.
Alcachofra

- Infusão: composta de 20g de folhas de alcachofra e de buxo, infundir 10 minutos e tomar 3 chávenas por dia, das quais 1 em jejum

- Decocção de alecrim, 40g para 1 litro de água, ferver 5 minutos e tomar uma chávena de manhã em jejum

Decocção composta por:   
  • 30g de folhas de groselheira-negra
  • 20g de folhas de alcachofra
  • 20g de folhas de taráxaco
  • 10g de sumidade floridas de maravilhas todas secas, 15g para 1 chávena de água fria
 Ferver 1 minuto, infundir 10 minutos e tomar 3 chávenas por dia, das quais 1 em jejum.


É importante manter o ritmo das refeições, devendo estas serem feitas com calma e em ambiente harmonioso.

IV. Sugestões práticas

Pequeno-almoço:
- Café de cevada ou chá
- Leite B (diluído - 40% água)
  Leite A (diluído - 50% água)
- Adoçantes: Açúcar mascavado ou mel
- Cereais: torradas integrais ou pães integrais torrados, mingaus (aveia, cevada principalmente), preparados com leite na proporção citada acima.
- Frutas

 Refeição do meio da manhã:
- Sumo de frutas ou iogurte com frutas ou sumo de legumes e verduras: cenoura com lima, beterraba com maçã, etc.
Almoço:               
- Entrada: 1 prato de salada de legumes e verduras cruas
- Pratos quentes: porção de cereais, legumes e verduras à vontade; cozidos sem gordura, servidos com um pouco de manteiga fresca ou azeite, ou na forma de suflês ou usados para rechear um pastelão ou panqueca, etc.
Pode temperar-se com ervas frescas.
Ovos ou carnes (frequência e quantidade a serem combinados com o médico)
- Sobremesa: frutas

Lanche:                
- Chá, torradas, lacticínios, mel frutas ou sumos

Jantar:                  
Evitar pratos frios
- Sopas de legumes ou canjas leves ou mingaus salgados
- Sobremesa: compota de frutas, iogurte ou requeijão com frutas (quando não tiverem sido usados lacticínios em outras refeições).
- Chás 


OBSERVAÇÕES:  
No período das 3 às 15h, as gorduras ingeridas na alimentação são mais facilmente digeridas.
Durante o período das 15h às 3h, procurar diminuir o ritmo das actividades, para o fígado possa cumprir melhor a sua função de armazenar o açúcar necessário para diversas actividades do nosso organismo.